Porquê "Redes ao quadrado"?

A forma física da rede da baliza e a posição de Guarda-Redes, onde tudo o que acontece é elevado ao quadrado... Os sucessos e os fracassos! As alegrias e as frustrações! O esforço e a dedicação! A entrega e a paixão!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Guarda-Redes: O Monstro da Psicologia

Um jogador de futebol não é feito apenas de técnica e tática! Por diversas vezes, o poder psicológico torna-se muito mais importante que os aspetos técnicos ou táticos exigidos pelo treino e pelo jogo. Será, talvez, na posição de guarda-redes que essa característica psicológica mais se acentua, pelo facto de o guarda-redes estar sujeito a pressões e tomadas de decisão distintas dos restantes jogadores.

Deste forma, a performance do guarda-redes está diretamente relacionada com determinados requisitos psicológicos, como por exemplo a capacidade volitiva (tomada de decisão, disponibilidade para o esforço, preserverança); capacidade de atenção (concentração, intensidade); função cognitiva (capacidade percetiva, capacidade de raciocínio, capacidade de imaginação e memória) e capacidade psicossocial (capacidade de cooperação). Como a nossa capacidade de captar muita informação é limitada, devemos concentrar na informação mais relevante, o que nos leva a destacar a concentração como uma capacidade com elevada importância na performance desportiva e em particular, dos guarda-redes. Um guarda-redes mais concentrado será um guarda-redes com melhores condições para ler e antecipar o estímulo do adversário e, também, dos seus companheiros de equipa, o que levará, certamente a uma melhoria no seu rendimento.

Para Voser et al. (2006), o guarda-redes deve ter uma grande capacidade de concentração estando a todo o momento focalizado nas situações de jogo, deve ser corajoso para enfrentar qualquer dificuldade que surja no jogo, deve ser um líder, demonstrando-o na capacidade de comandar os colegas e de se assumir como o organizador da defesa, deve demonstrar tranquilidade nas suas acções transmitido desta forma confiança para os restantes colegas e deve ter iniciativa não esperando pelas acções do adversário, mas antecipando aquilo que estes irão fazer. O mesmo autor refere também que para se tornar um bom guarda-redes, além de qualidades físicas, técnicas, e psicológicas excepcionais e de muito treino, deverá ter como características intrínsecas: dedicação, humildade, vontade de aprender, personalidade, perseverança e muitos outros adjectivos que se preconizam no atleta que decide ser guarda-redes.

Torna-se assim fundamental que no processo de treino sejam fornecidos estímulos positivos, feedbacks e abordagens cognitivas que reforcem e estimulem a busca pelos objetivos para que a motivação e a concentração nas tarefas seja maior.

Serpa (2006) refere que as intervenções psicológicas no desporto visam contribuir para o desenvolvimento de capacidades e estratégias psicológicas que ajudem o atleta a aproximar-se do potencial numa lógica de treino em que se integrem todas as dimensões do desempenho.

Posto isto, é crucial o papel do treinador de guarda-redes na moldagem destas características psicologicas que cada vez mais surgem como fundamentais no desempenho dos guarda-redes, tanto em situação de treino como de jogo!

MUITA FORÇA (NA MENTE E NO CORPO) E MUITAS DEFESAS!

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